Dinalva Heloiza
Uma reflexão a partir da obra - O Século dos Imbecis – do autor Valter Hugo Mãe, sobre a normalização da ignorância, a erosão do pensamento crítico e uma sociedade que parece ter perdido a vergonha de não querer saber
Temos bibliotecas inteiras dentro de um telefone. Podemos consultar pesquisas científicas, livros, universidades, jornais, arquivos históricos, museus e especialistas em poucos segundos. A humanidade jamais dispôs de tamanha capacidade de acessar fatos verdadeiros e informação verídica.
E, ainda assim, prospera uma espécie de orgulho em não saber. Não se trata mais apenas de desconhecer determinado assunto. Afinal, ninguém sabe tudo. A ignorância, nesse sentido, é parte inevitável da condição humana.
O problema começa quando o desconhecimento deixa de provocar curiosidade e passa a produzir arrogância; quando admitir “não sei” é considerado fraqueza, enquanto afirmar qualquer coisa com absoluta convicção passa a ser interpretado como força.
