Em um cenário marcado pela transformação digital acelerada, pela ascensão das redes sociais e pela consolidação do consumo online, o marketing digital tornou-se elemento central na estratégia de qualquer empresa que deseja se manter relevante. Ainda assim, persiste no Brasil uma contradição preocupante: enquanto as marcas dependem cada vez mais da presença digital para sobreviver, muitos empresários continuam tratando o marketing como custo operacional — e não como investimento estratégico.
Essa mentalidade impacta diretamente a forma como os profissionais da área são percebidos e contratados. Em vez de serem reconhecidos como especialistas responsáveis por posicionamento, autoridade e geração de receita, muitos ainda são vistos como “criadores de posts”, como se sua função se resumisse à publicação de imagens no Instagram.
Não raro, empresas optam por delegar essa responsabilidade a parentes ou conhecidos, sob a justificativa de que “é só postar”, ignorando completamente a complexidade técnica envolvida na gestão profissional de uma marca no ambiente digital.
A atuação de um profissional de marketing digital vai muito
além da estética das publicações. Envolve estratégias de SEO para ampliar
visibilidade orgânica, planejamento estruturado de marketing de conteúdo com
técnicas persuasivas, produção de vídeos orientados por storytelling, gestão de
tráfego pago, análise de métricas, segmentação de público, integração com
plataformas de monitoramento e a elaboração de relatórios mensais capazes de
demonstrar resultados concretos. Trata-se de uma atuação analítica, estratégica
e orientada por dados.
No entanto, mesmo diante dessa complexidade, o setor ainda
enfrenta precarização nas relações de trabalho. Contratos frágeis, acúmulo de
funções e exigências que ultrapassam o escopo inicialmente acordado tornaram-se
comuns. Espera-se crescimento imediato de seguidores, aumento expressivo de
engajamento e conversões rápidas, muitas vezes sem estrutura adequada, sem
orçamento compatível e sem compreensão do tempo necessário para maturação das
estratégias digitais. Marketing não opera sob lógica de improviso; é construção
contínua de posicionamento e reputação.
Essa desvalorização está diretamente ligada à ausência de
cultura empresarial voltada à comunicação estratégica. Muitos gestores ainda
não compreendem que marketing bem estruturado impacta diretamente o
faturamento, a consolidação da marca e a percepção de valor do produto ou
serviço oferecido. Ao tratar o setor como despesa dispensável, a empresa
compromete seu próprio potencial de crescimento.
O empresário consciente entende que a marca é um ativo
intangível de alto valor. E todo ativo exige gestão qualificada. Avaliar um
profissional de marketing deve significar analisar indicadores consistentes:
alcance qualificado, engajamento real, geração de leads, fortalecimento de
autoridade e retorno sobre investimento. Não se trata de “likes”, mas de
estratégia mensurável.
Em tempos de inteligência artificial, automação e alta
competitividade digital, manter a gestão da marca nas mãos de alguém sem
preparo técnico não é economia — é risco. Empresas que não investem de forma
estratégica em marketing tendem a perder espaço para concorrentes que
compreenderam a importância de posicionamento e diferenciação.
A valorização do profissional de marketing digital não é
apenas uma reivindicação da categoria. É uma necessidade estrutural do mercado
contemporâneo. Em um ambiente cada vez mais orientado por dados e percepção de
marca, investir em gestão estratégica deixou de ser opcional. Tornou-se
imprescindível para quem deseja crescer com solidez, relevância e
sustentabilidade.
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