Dinalva Heloiza
Poema - Manifesto.
Há quem se apresente como amigo,
e, ainda assim, transforma a palavra em um instrumento cortante de desgaste.
Não ergue sua voz para construir,
mas para desapropriar.
Não dialoga para compreender,
mas esbravejam para se prevalecer.
Acolhem a liberdade de expressão
como se fosse licença para ferir,
esquece que toda liberdade
carrega consigo o peso da responsabilidade.
É curioso como, por vezes,
a crítica nasce menos do zelo
e mais daquilo que silenciosamente se projeta no outro.
Acusa-se com intensidade aquilo que, intimamente, não se resolveu.
gestos são reinterpretados com rigor desproporcional,
intenções são distorcidas
até que deixam de reconhecer a própria origem dos fatos.
intenções são distorcidas
até que deixam de reconhecer a própria origem dos fatos.
A amizade, que deveria ser espaço de confiança,
transforma-se em território de disputas.
O diálogo, que deveria ser ponte,
cede lugar a narrativas descabidas e precipitadas.
Contudo, há algo que permanece:
A integridade não se dissolve em rumores.
A verdade não depende do volume com que é pronunciada.
O caráter não se fragiliza diante da interpretação alheia.
Amizade é lealdade discreta.
É correção respeitosa.
É conversa franca antes de qualquer julgamento.
É ética que se sustenta mesmo na ausência de aplausos.
Que aprendamos a usar a palavra como construção,
não como arma.
Que a liberdade seja exercício de consciência,
não de ataque.
E que a amizade — quando verdadeira —
seja lugar de proteção, não de falsos ecos.
não como arma.
Que a liberdade seja exercício de consciência,
não de ataque.
E que a amizade — quando verdadeira —
seja lugar de proteção, não de falsos ecos.

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