Dinalva Heloiza – Jornalista Voluntária do UNV*
Fenômeno climático deve
ganhar intensidade nos próximos meses e aumentar os riscos de calor extremo,
secas e chuvas intensas
O alerta chega às vésperas da COP31,
marcada para novembro, em Antalya, na Türkiye, aumentando a pressão sobre
governos e empresas para acelerar medidas de adaptação às mudanças climáticas.
O fenômeno pode alterar significativamente os padrões de chuva e temperatura,
elevando os riscos de secas, enchentes e ondas de calor em diferentes
regiões do planeta.
No Brasil, os efeitos já entram
no radar de setores estratégicos. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)
avalia que condições associadas ao chamado “Super El Niño” podem
aumentar a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, dependendo da
combinação entre demanda e condições hidrológicas.
O alerta que chega à COP31
Mais do que um fenômeno
meteorológico, o novo El Niño evidencia a necessidade de prevenção,
planejamento e investimentos em resiliência climática. A combinação entre o
aquecimento global e eventos naturais extremos amplia os desafios para
agricultura, energia, abastecimento, infraestrutura e economia.
Com a COP31 se aproximando, o
cenário reforça uma mensagem cada vez mais presente na agenda internacional: não
basta reduzir emissões; é preciso preparar cidades, empresas e comunidades para
um clima mais instável.
Uma atenção especial para Goiás e Goiânia, a pauta também merece atenção, especialmente pelos impactos potenciais sobre o agronegócio, recursos hídricos, energia e planejamento urbano.
Fonte:
Organização Meteorológica Mundial (OMM/ONU), ONS e Ibama. (World
Meteorological Organization)
UNV* - Programa de Voluntários
das Nações Unidas



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