Dinalva Heloiza
A órbita do asteroide Bennu permanece sob o monitoramento rigoroso e constante de astrônomos de todo o mundo. Com cerca de 500 metros de diâmetro e uma massa estimada em 74 milhões de toneladas, esse corpo celeste cruza periodicamente a órbita da Terra a cada seis anos. Frequentemente associado a cenários alarmistas devido ao seu potencial energético — equivalente à detonação de 22 bombas atômicas —, o Bennu guarda, na verdade, respostas fundamentais sobre a nossa própria existência.Longe do pânico que por vezes
circula nos canais digitais, a comunidade científica analisa os dados com
precisão matemática. O Bennu não representa uma ameaça iminente, mas sim uma
das maiores oportunidades de estudo astrobiológico e de desenvolvimento da
defesa planetária da nossa era.
A dinâmica orbital e as
probabilidades reais
De acordo com o Centro de Estudos
de Objetos Próximos à Terra (CNEOS) da NASA, a probabilidade real de uma
colisão do Bennu com o nosso planeta no século XXII é de apenas 0,037% (ou
1 em 2.700). Trata-se de uma margem estatística extremamente baixa, indicando
que o cenário mais provável é de uma passagem segura e distante da superfície.
