Dinalva Heloiza
Por décadas, a recuperação de movimentos em pacientes com lesão medular foi considerada o "Santo Graal" inalcançável da medicina. No entanto, nos laboratórios da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), uma cientista brasileira vem tecendo, molécula por molécula, o caminho para transformar essa realidade.
A Trajetória: Três Décadas de Persistência
A jornada da Dra. Tatiana Coelho de Sampaio com a polilaminina
não começou ontem. Desde os anos 1990, a pesquisadora mergulhou no estudo das
proteínas da matriz extracelular.
A laminina, em sua forma natural, é essencial para o sistema
nervoso, mas é uma molécula "difícil": instável e de difícil
manipulação. O grande salto de Tatiana foi criar a polilaminina, uma
versão polimerizada e estável que atua como um verdadeiro "andaime"
biológico, permitindo que os neurônios voltem a crescer e se conectar em áreas
lesionadas.
