Dinalva Heloiza
Há um fio invisível entre mim e você,não se vê com os olhos, mas sustenta o viver.
É feito de escolhas, de gestos pequenos,
de silêncios honestos e de afetos serenos.
Chamam-no ética — mas não dessas frias,
presas em teorias, distantes dos dias.
É ética viva, pulsando no agir,
no modo de doar, no modo de ouvir.
O bem comum não é um lugar distante,
nem promessa guardada em discurso elegante.
É pão repartido, é tempo concedido,
é o outro enxergado — não só percebido.
É quando na pressa a gente desacelera,
quando a vantagem já não impera.
É quando o “eu” aprende, enfim, a ceder,
pra que o “nós” encontre espaço pra florescer.







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